terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Centésimo aniversário da Banda 25 de Março Lamas

Programa oficial das comemorações do 100º aniversário da Banda de Lamas






















Contamos com a vossa presença. Não Faltes
Saudações Lamacenses

sexta-feira, 26 de março de 2010

Aniversário da Assossiação Banda 25 de Março de Lamas - 99 anos

Associação Banda 25 de Março foi fundada em 1911, então designada por Banda de Lamas de Podence até 1980 em que passa a chamar-se Associação Banda 25 de Março. Foi nomeada sua madrinha a padroeira da aldeia Nossa Senhora do Campo, cujo dia festivo se celebra a 25 de Março de cada ano.
Segundo se sabe a Associação Banda 25 de Março só teve um período de inactividade no prazo de um ano, de 1938 a 1939.

Muitos foram os maestros que passaram por esta banda sendo eles (por ordem cronológica): Sr. Joaquim Fidalgo, Sr. Pontes, Sr. Pereira, Sr. Mesqueiro, Sr. João Fernandes, Sr. João Moreira, Sr. Melo, Sr. António, Sr. Luís Neves, Sr. Silva, Sr. Daniel Pires, professor José Coelho e Sr. Pedro Coelho.

Possui sede própria, inaugurada em 1998, onde decorrem os ensaios da banda e a escola de música com cerca de 10 alunos.

Reconhecida como pessoa colectiva de utilidade pública nos termos do Decreto-Lei n.º 460/77, de 7 de Novembro, conforme consta no despacho publicado no Diário da Republica II série, n.º 132 de 7 de Junho de 2001, a Banda conta com actuações em Portugal Continental, Ilha dos Açores e também no estrangeiro.

Actualmente é constituída por 44 elementos com uma média de idades abaixo dos 25 anos.

Desde Outubro de 2007, tem como maestro o Professor Bruno Pinto, que acumula funções como professor da escola de música.

Muitos parabéns

Presidente de direcção:
-António Vila Franca (919521281)

Restantes membros da direcção:
-Paulo Araújo (934400983)
-Paulo Pires
-António Fernandes
-César Vila Franca

Direcção Artística:
-Maestro Bruno Pinto

Composição da Banda:

Flauta:
-Gracielly

Clarinetes:
-Paulo Araújo
-Luis Vila Franca
-Ernesto Pereira
-Luis Pereira
-André Pires
-Ana Pires
-Cindy
-Tânia
-Pokemon(José)=D

Soprano Sax:
-Teresa

Alto Sax:
-António Vila Franca
-Bruno Fernandes
-Carina
-Janina

Tenor Sax:
-Manuel Pires
-Diogo
-Ana

Baritone Sax:
-João Luís Morais

Fagote:
-Diva

Trompetes:
-Paulo Pires
-Carlitos
-Miguel
-Filipe
-Cátia
-Tó Zé Brito

Trompas:
-Tiago Vila Franca
-Tiago Sequeira
-Mário Lino(=D)

Trombones:
-José Vila Franca
-Rui Santos
-Ginja
-Francielly

Euphonium:
-César Vila Franca
-António Fernandes
-Joao

Tubas:
-José Adriano
-João Carlos Santos
-Tiago(o rei da 3ª idade)eheheh
-Victor Alho

Percurssão:
-Hugo Fernandes
-Ezequiel Belmiro
-Manuel Nascimento
- Anibal Nascimento

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Festa em Honra do mártir São Sebastião

Realizou-se no passado dia 24 de Janeiro na nossa aldeia mais uma festa em honra do martir São Sebastião. Refere-se que São Sebastião nasceu em Narvonne, França, no final do século III, e desde muito cedo que os seus pais se mudaram para Milão, onde ele cresceu e foi educado. Seguindo o exemplo materno, desde criança São Sebastião sempre se mostrou forte e piedoso na fé. Atingindo a idade adulta, alistou-se como militar, nas legiões do Imperador Diocleciano, que até então ignorava o facto de Sebastião ser um cristão de coração. A figura imponente, a prudência e a bravura do jovem militar, tanto agradaram ao Imperador, que este o nomeou comandante de sua guarda pessoal. Nessa destacada posição, Sebastião tornou-se o grande benfeitor dos cristãos encarcerados em Roma naquele tempo. Visitava com frequência as pobres vítimas do ódio pagão, e, com palavras de dádiva, consolava e animava os candidatos ao martírio aqui na terra, que receberiam a coroa de glória no céu. Enquanto o imperador empreendia a expulsão de todos os cristãos do seu exército, Sebastião foi denunciado por um soldado. Diocleciano sentiu-se traído, e ficou perplexo ao ouvir do próprio Sebastião que era cristão. Tentou, em vão, fazer com que ele renunciasse ao cristianismo, mas Sebastião com firmeza se defendeu, apresentando os motivos que o animava a seguir a fé cristã, e a socorrer os aflitos e perseguidos. O Imperador, enraivecido ante os sólidos argumentos daquele cristão autêntico e decidido, deu ordem aos seus soldados para que o matassem com flechas. Tal ordem foi imediatamente cumprida: num descampado, os soldados despiram-no, o amarraram a um tronco de árvore e atiraram nele uma chuva de flechas. Depois abandonaram-no para que sangrasse até a morte. À noite, Irene, mulher do mártir Castulo, foi com algumas amigas ao lugar da execução, para tirar o corpo de Sebastião e dar-lhe sepultura. Com assombro, comprovaram que o mesmo ainda estava vivo. Desamarraram-no, e Irene escondeu-o em sua casa, tratando as suas feridas. Passado algum tempo, já restabelecido, São Sebastião quis continuar seu processo de evangelização e, em vez de se esconder, com valentia apresentou-se de novo ao imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusados de inimigos do Estado.
Diocleciano ignorou os pedidos de Sebastião para que deixasse de perseguir os cristãos, e ordenou que ele fosse espancado até a morte, com pauladas e golpes de bolas de chumbo. E, para impedir que o corpo fosse venerado pelos cristãos, jogaram-no no esgoto público de Roma.
Uma piedosa mulher, Santa Luciana, sepultou-o nas catacumbas. Assim aconteceu no ano de 287. Mais tarde, no ano de 680, suas relíquias foram solenemente transportados para uma basílica construída pelo Imperador Constantino, onde se encontram até hoje. Naquela ocasião, uma terrível peste assolava Roma, vitimando muitas pessoas. Entretanto, tal epidemia simplesmente desapareceu a partir do momento da transladação dos restos mortais desse mártir, que passou a ser venerado como o padroeiro contra a peste, fome e guerra.
As cidades de Milão, em 1575 e Lisboa, em 1599, acometidas por pestes epidêmicas, se viram livres desses males, após actos públicos suplicando a intercessão deste grande santo.
Em Lamas a tradição ainda é o que era....
Saudações lamacenses

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A nossa Infância....


De acordo com os reguladores, burocratas e psicólogos de hoje, todos nós que nascemos nos anos 60, 70 e princípios de 80, não devíamos ter sobrevivido até hoje, visto que na nossa infância se passaram coisas que hoje em dia são incompreensíveis, a saber:
• Os nossos berços eram pintados com cores bonitas,em tinta à base de chumbo que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos.
• Não tínhamos frascos de medicamentos com tampas 'à prova de crianças', ou fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas.
• Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes nem luvas nem joelheiras.
• Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags, viajar á frente era um bónus.
• Bebíamos água da correia do jardim, da “augueira” ou do riacho, e não da garrafa e sabia bem.
• Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos gasosas e sumóis (por vezes fora de validade) com açúcar, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora.
• Partilhávamos garrafas, copos e garfos com os amigos e nunca morremos disso.
• Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que esquecemos de montar uns travões. Depois de cairmos nas silvas ou experimentar o alcatrão aprendíamos.
• Saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer.
• Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso.
• Tínhamos amigos - se os quiséssemos encontrar íamos á rua.
• Jogávamos ao elástico, “à macaca”, “à arranca cebada”, “ao está-queto” “ ao esconde esconde”, “ á bilharda”, “aos policias e ladrões”, “ao peão”, “ aos cowbois e indíos”, “aos finocos nos palheiros” e claro à bola que era o diversão preferida dos rapazes na versão “balizas pequenas” ou “balizas grandes com guarda-redes”.
• Caíamos das árvores, cortávamo-nos, e até partíamos ossos mas sempre sem processos em tribunal.
• Havia lutas com punhos mas sem sermos processados.
• Batíamos ás portas de vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados.
• Íamos a pé para casa dos amigos. Acreditem ou não íamos a pé para a escola; Não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem.
• Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem. Eles estavam do lado da lei. Esta geração produziu os melhores inventores e desenrascados de sempre.
• Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

A nossa Escola Primária

Recordações da nossa Escola

Para quem nasceu nos anos sessenta, setenta e oitenta a escola primária representa muito mais do que um simples edíficio onde se aprendia apenas a ler e a escrever. Para nós lamacenses, a nossa escola ficará para sempre na nossa memória devido às diversas peripécias que ali se passavam diariamente.


As nossas professoras, Dona Assunção e Dona Helena, eram as pessoas mais respeitadas da aldeia, logo a seguir ao Senhor Padre Quina. As suas afirmações e as suas vontades eram autênticas ordens que nenhum de nós se atrevia a desafiar, sob pena de ficar sem intervalo, ou então com as mãos bem quentes, depois de levar dez, quinze, vinte eu sei lá... reguadas ( era de madeira, espalmada e estava cheia de caruncho). Digam o que disserem e pode vir ter comigo o mais pintado argumentar o contrário, que eu demonstro-lhe sem qualquer dificuldade que, naquele tempo, os bons resultados conseguidos pelos alunos, tinham sempre a sua origem num clima de terror e medo incutido pelos professores! Quem não aprendia a bem, aprendia à bruta! A régua, como uma verdadeira mestra, impunha a ordem! O professor até podia ser um qualquer! A régua era quem verdadeiramente mandava! A confirmar esta triste verdade foi o meu castigo, aplicado sem dó, sem piedade! Dez reguadas! Tantas, quantos os erros! Cinco em cada mão, bem repuxadas! Ainda me lembro como se fosse hoje. Não sendo velho, ainda sou do tempo em que os professores castigavam os alunos com reguadas e por vezes davam uns retoques no cabelo com aquela vara de marmeleiro. Os pais não se queixavam e até agradeciam as lições de autoridade que os eles iam dando na sua ausência. Naquele tempo, os alunos respeitavam tanto os professores como os seus próprios pais e a educação era levada a sério por todos. Foi neste clima de alegria, rigidez, trabalho e exigência que crescemos e aprendemos e é por isso que damos muito valor à nossa escola primária. Vale a pena ver algumas fotos de um dos locais mais emblemáticos na nossa aldeia. Depois de ver as fotos e ler o texto, a nostalgia apodera-se de nós.


Saudações lamacenses.

Fotos da nossa Escola Primária





domingo, 27 de dezembro de 2009

Fogueira de Natal 2009


Um dos rituais que perdura até aos nossos dias, principalmente em Trás-os-Montes, Alto Douro, Beira Alta e Beira Baixa,sendo menor ou mesmo nula a sua tradição a sul, diz respeito às «fogueiras do Menino», «fogueiras da Consoada» ou «fogueiras do galo».
Sob a influência da Igreja, a fogueira profana de adoração solar dos Romanos passou a ser cristianizada – considerado o «verdadeiro símbolo do Sol que vai nascer, para iluminar todo o homem que vem ao Mundo».
Costume que se processa quase sempre durante a noite, cabe ainda hoje aos rapazes a tarefa do roubo ritual do «madeiro», do «cepo» ou do «canhoto» .
O transporte, conforme a tradição, continua a ser feito, por vezes, em carro roubado ou utilizado sem autorização dos respectivos donos, empurrados pelos próprios rapazes.

Ateadas ao entardecer da véspera de Natal, as fogueiras ardem, geralmente, até ao dia de Reis, perto do adro das igrejas, segundo o povo «para aquecer o Menino», ficando todos os habitantes do lugar encarregues de manter o lume sempre aceso.
Em muitas aldeias e lugares do nosso País, as populações continuam a juntar-se ao redor das «fogueiras do Menino» para cantar, dançar e comer filhoses e para arrematar uma rosca, aproveitando o lume da fogueira.

E esta é uma das tradicöes ainda existentes na nossa aldeia.
Um abraço e saudações lamacenses.

Arrematação da "rosca" 2009





terça-feira, 8 de dezembro de 2009

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

II Encontro da Rapaziada de Lamas

Pois é, o que é bom também acaba....
Realizou-se no passado sábado, na sede do Centro Cultural e Recreativo de Lamas o II encontro da rapaziada de Lamas.
O dia estava frio e chuvoso, mas não impediu que há hora marcada começassem a chegar os amigos de longa data vindos de várias partes do país.
O esforço feito pela comissão organizadora foi muito grande já que o objectivo era ultrapassar o número de inscrições do ano anterior. Apesar de existirem 58 lamacenses confirmados, 11 decidiram roer a corda e por uma razão ou por outra não compareceram, fazendo com que o número de presenças ficasse reduzido a 47, ainda assim um número bastante bom.
Os apertos de mão, os abraços e as expressões como “então como estás? há tanto tempo que não te via” foram uma constante naquela sala que de repente se inundou de uma nostalgia e um carinho como há muito não se via. Depois dos primeiros contactos entre os nativos de Lamas, passou-se a degustação de um saboroso jantar, regado com muito e bom vinho. A alegria e a descontracção em todas as mesas foi a nota dominante onde aqui e ali se ouviam histórias de outros tempos, peripécias e aventuras da nossa adolescência que são intemporais e que nos fazem revivier e recordar uma das melhores fases da nossa vida. Só por estes momentos já valeu a pena ir. Estes encontros, a cada ano que passa tornam-se mais nostálgicos e verdadeiros.
Depois de saboreado o magnífico jantar, foi a vez de assistir ao derbi lisboeta entre o Sporting e o Benfica. Foram 90 minutos de verdadeira euforia clubística, onde em cada jogada que se via eram largadas umas “bocas” dirigidas a sportinguistas, benfiquistas e portistas que no meio desta confusão também lá estavam a torcer, imagino eu, pelo Sporting. Este clima de guerrilha tornou a visualização do jogo numa autêntica algazarra de risos, piadas, brincadeiras etc, mas sem nunca se perder a boa disposição. No fim, o resultado do jogo foi o que menos interessou.
De seguida, as mesas foram-se organizando e começaram as jogatanas de cartas onde a sueca,o chincalhão e a lerpa foram os jogos com mais adesão. Este ambiente de descontracção e convívio culminou com a degustação de um caldo verde com sabor aos bons velhos tempos.

E pronto, esperamos que todos tenham gostado de estar presentes em mais um encontro e que se Deus quiser para o ano cá estaremos mais uma vez, mais velhos, mais capazes, mais experientes, mais nostálgicos, mais saudosistas, enfim preparados para o III encontro da rapazida de Lamas. A todos os que de forma directa ou indirecta contribuíram para a realização deste convívio agradeço do fundo do meu coração.

Saudações lamacenses

Fotos da II Encontro da Rapaziada de Lamas





Fotos da II Encontro da Rapaziada de Lamas





Fotos da II Encontro da Rapaziada de Lamas